Tuesday, May 16, 2006

O Código Da Vinci - O filme


Quem imaginava que poderia ser diferente, enganou-se. O filme "O Código Da Vinci", com estréia brasileira marcada para o dia 19 de maio, provoca muita polêmica antes mesmo de estrear. O deputado federal Salvador Zimbaldi (PSB – SP) quer impedir que o filme seja exibido no Brasil. Para ele, “a obra é uma afronta à fé cristã”. Zimbaldi entrou com uma medida cautelar no Fórum Regional de Santo Amaro (SP).
Os grandes destaques do filme, baseado no livro homônimo de Dan Brown, são o ator americano Tom Hanks e os franceses Audrey Tautou e Jean Reno. “O Código Da Vinci” foi rodado em Paris e teve grande parte de suas cenas gravadas no Museu do Louvre. O longa teve um custo aproximado de 100 milhões de dólares e foi dirigido por Ron Howard, de “Uma mente brilhante”.
No filme, o professor Robert Langdon recebe uma ligação falando da morte do curador do Museu do Louvre e as pistas para esse crime parecem estar escondidas no famoso quadro da Monalisa, de Leonardo Da Vinci. Acompanhado pela criptógrafa francesa Sophie Neveu, o professor percorre toda a Europa em busca da solução para o caso.
As principais salas de cinema do Brasil receberão um grande público na próxima sexta-feira. Os fãs de Dan Brown, que fizeram de “O Código Da Vinci” campeão de vendas nas livrarias, prometem fazer com que o filme ultrapasse todos os recordes do cinema mundial.

Friday, April 28, 2006

Cultura da Interface - Steven Johnson

Steven Johnson começa o texto “Cultura da Interface” falando de sua primeira experiência com os computadores. O autor diz que costuma escutar de amigos como eles sobreviveram até hoje sem o e-mail. Para ele, a sobrevivência ocorreu porque as pessoas não sabiam o que lhes faltava. Ele diz também que, aos 15 anos, tinha um conhecimento necessário de BASIC e Pascal para operar uma máquina, mas que esse conhecimento não chega nem perto dos atuais “hackers”. Duas décadas depois, o autor define-se como um digitador e não escritor. Não consegue imaginar escrever sem um computador.
Johnson afirma que, depois de passar muito tempo às voltas com o computador, ele acredita que o fator determinante para usar exclusivamente o espaço-linguagem na tela foi o design da interface. Para a mente criativa, em luta com a linguagem na tela, essa maior sensibilização visual pode ser enormemente confortante. O autor diz que, nos tempos do papel e caneta ou da máquina de escrever, ele quase invariavelmente elaborava cada frase na cabeça antes de colocá-la na frase. Com o uso do computador, ficou claro que o processador de textos eliminava o sacrifício que as revisões normalmente impunham. Se o fraseado não estivesse muito bom, era possível reescrever as palavras com alguns gestos rápidos. O computador, segundo o autor, mudou a própria substância do que ele estava escrevendo, tendo enorme impacto também no seu pensamento.
Johnson acredita que a dimensão textual do design de interface foi extremamente negligenciada nos últimos anos, como se todas as variações potenciais já tivessem sido exploradas. Segundo ele, todos os elementos para uma revolução estão prontos, é preciso apenas o software revolucionário que articule os elementos num todo coerente.
Steven Johnson define digital como a possibilidade de ser reinventado ao clique de um mouse. Assim, devem ser perdoados alguns erros no trajeto evolutivo da máquina pensante. Um desses erros é exemplificado no caso de um engenheiro da Intel, nos anos 70, que defendeu perante o conselho a criação de um computador pessoal. Os conselheiros fizeram uma pergunta que não obteve resposta, mas que hoje parece óbvia: “que iriam fazer as pessoas com esses computadores pessoais?”
O autor defende as novas interfaces baseadas em texto. Ele afirma que o próprio computador é capaz de discernir as características reveladoras de determinado documento e de produzir, por si mesmo, uma lista funcional de palavras-chave. À medida que alimentamos com um número crescente de documentos comparativos, o “ouvido” da máquina para a linguagem se apura proporcionalmente.
Johnson explica que uma interface semântica permitiria que tivéssemos controle sobre os conteúdos de nossas pastas, mas ele seria mais indireto, infiltrando-se pelo próprio software de comparação de padrões da interface. Um sistema semântico daria ao computador muito mais controle sobre a organização dos nossos dados. Para o autor, saber se essa autoridade recém-descoberta deve ser vista como um avanço na interface ou como um grande recuo é uma questão que vai muito além do campo das interfaces baseadas em texto. Ela está no debate sobre agentes inteligentes que sacode atualmente o mundo high tech.

O que é virtual ? (Pierre Lévy)

O texto “O que é virtual?” de Pierre Lévy apresenta um pouco da definição de virtual fugindo apenas do mundo cibernético. Quando ele fala de virtualização do corpo, usa os exemplos clássicos das maneiras de modificar a estética pessoal: dietas, body buildings, cirurgias plásticas, etc. Lévy afirma que a virtualização dos corpos que experimentamos hoje é uma nova etapa na aventura da autocriação que sustenta a nossa espécie. O autor afirma que os sistemas de realidade virtual, e aí ele utiliza como exemplo o telefone, transmitem mais que imagem: uma quase presença, transportando a própria voz para outro lugar, separando-a do corpo tangível e fazendo sua transmissão à distância. Para Lévy, a virtualização do corpo também incita às viagens e a todas as trocas, sendo os transplantes os criadores de uma grande circulação de órgãos entre os corpos humanos, inclusive entre mortos e vivos.
Lévy fala também da virtualização do texto. Segundo ele, o texto é uma entidade virtual que atualiza-se com versões, traduções, edições, exemplares e cópias. As passagens do texto, segundo o autor, mantêm entre si virtualmente uma correspondência atualizada de um jeito ou de outro, seguindo ou não as instruções de quem escreve. Ao falar de textos exibidos em computadores, Lévy diz que nenhuma diferença se introduz entre um texto possível da combinatória e um texto real que será lido na tela. Assim, não se deveria falar de imagens virtuais para qualificar as imagens digitais, mas de imagens possíveis sendo exibidas. A digitalização e as novas formas de apresentação do texto só nos interessam porque dão acesso a outras maneiras de ler e compreender.
Segundo o autor, o leitor em tela torna-se mais ativo que o leitor em papel, pois, antes mesmo de interpretar, ele precisa enviar um comando a um computador para que projete alguma realização parcial do texto sobre uma pequena superfície luminosa. Para Lévy, considerar o computador apenas como um instrumento a mais para produzir textos sobre suporte fixo é o mesmo que negar sua fecundidade propriamente cultural, ou seja, o aparecimento de novos gêneros interativos.
Lévy afirma que teríamos uma visão parcial da virtualização contemporânea do texto e da leitura se a focalizássemos apenas na passagem do papel à tela do computador. O computador, hoje, é um componente incompleto da rede calculadora universal que distribui todas as funções da informática.
Segundo o autor, graças à digitalização, o texto e a leitura receberam hoje um novo impulso, e ao mesmo tempo uma profunda mutação. Ele acredita que os livros, os jornais, os documentos técnicos e administrativos impressos no futuro serão apenas, em grande parte, projeções temporárias e parciais de hipertextos on line muito mais ricos e sempre atrativos.
Porém, Lévy deixa claro que a virtualização do texto não acabará com a sua forma clássica de apresentação. Ele diz que, longe de aniquilar o texto, a virtualização parece fazê-lo coincidir com sua essência subitamente desvelada. Como se acabássemos de inventar a escrita.

Friday, March 31, 2006

Carlos Simon confirmado pela FIFA

No dia 31 de março, todos os quatro sites objetos de análise divulgaram a notícia de que o árbitro gaúcho Carlos Eugênio Simon foi confirmado, pela FIFA, para apitar na Copa do Mundo da Alemanha. Os sites ficaram mais focados na forma de escolha dos 23 árbitros da Copa, não dando muito destaque para Carlos Simon, à exceção do site do Globo Esporte, que colocou uma foto do árbitro e divulgou que ele estará na primeira partida da final do Campeonato Gaúcho, que será realizada no dia 01/04 no Estádio Olímpico. O site do Terra ainda lembrou que essa será a segunda Copa do Mundo de Carlos Simon, que trabalhou em 2002, na Copa da Ásia. A notícia do IG e da Folha tiveram mais um formato de release do que de notícia propriamente dita. O site que deixou a notícia mais atraente foi o da Globo, que colocou foto de Simon e links para as matérias da Copa do Mundo, do Campeonato Gaúcho e de Grêmio e Inter quando citou esses nomes.

Friday, March 24, 2006

Globalização Periférica

O acesso ao mundo virtual já não é mais uma exclusividade das pessoas das classes A e B. Atualmente, não é raro ver meninos das periferias brasileiras usando seus poucos trocados para acessar a internet nas lan-houses e ficarem conectados a tudo o que está acontecendo no mundo.

Vendo esse crescimento cada vez maior, as grandes empresas estão trabalhando para abastecer esse público, mas sem perder o foco de seus grandes clientes da classe média. A chegada do cartão de crédito popular também tem uma parcela significativa nesse processo de globalização periférica. Com isso, as pessoas de baixa renda já começaram a buscar boletos bancários em sites e fornecem as senhas de seus cartões para não ter que enfrentar as grandes filas diárias de bancos.

As empresas de varejo, por exemplo, já descobriram esse nicho e começaram a investir na conquista desse cliente. É delas a maioria dos banners, pop-ups e links nas principais páginas da internet. Assim, com um simples clique, qualquer pessoa pode obter informações de vários produtos, todos eles acessíveis a qualquer classe social.

Apesar de todas essas evidências, ainda existem pessoas que não acreditam na velocidade dessa inclusão digital no Brasil e não fazem nada para investir, deixando suas marcas e produtos atrás da concorrência. Mas é preciso lembrar do fenômeno dos telefones celulares, antigamente um artigo de luxo e, hoje em dia, acessório obrigatório para qualquer pessoa, independente de classe social.

A população de baixa renda demora a conseguir alcançar essas novas tecnologias, mas quando chegam, tornam-se grandes consumidores, elevando todas as curvas de consumo. E a tecnologia do momento é a internet.

Friday, March 03, 2006

Diário Gaúcho

Grêmio FBPA

Correio do Povo

ClicRBS

UNISINOS

Blog de Rafael Pfeiffer, aluno de Jornalismo on line de 2006/1 da Unisinos.